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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

O amor que não pode faltar

O PRÒPRIO!

Felizmente, temos em nós a capacidade de reação. Porém, indiscutível o poder que tem um amor que é expressado de forma intensa, incondicional. Mas o amor que mais necessitamos é o próprio. Aquele que nos ajuda a emergir de um fundo onde nós mesmos nos pomos. Urgente ver que todos os dias há o poder de optar entre rir, chorar, agir ou ficar na inércia. (Livre arbítrio)! Esperar que outro venha e nos tire do poço é no minimo, esquecer potencialidades preciosas (tesouros de cada um).  Contar com amigos, orações, ajuda de gurus, ensinamentos ou o que quer que vá nos ajudar;  ESSENCIAL. Psicoterapia, fundamental. O momento de buscar ajuda todos nós sabemos  identificar: Começa-se por negligenciar os cuidados com o proprio corpo, deixar de rir e saborear coisas simples do dia a dia, (como uma boa prosa, caminhar, cuidar de plantas ou quaisquer atividades que antes, era fonte de prazer). Apontar  nos outros comportamentos que em si mesmo, ainda não burilou...Todos nós, guardamos no inconsciente, frustrações, mágoas, complexos e culpas,etc...Importante é seguir em frente, identificar o que faz sofrer e sair sem demorado circulo vicioso. Buscar ajuda! (Não delegue a outros uma tarefa que é sua),...porque se deixarmos por conta do acaso , da vida, do destino, o que podemos e devemos trabalhar em nós, a qualidade de vida não melhora por passe de mágica, por decreto ou milagres. A boa notícia é que existem inumeros meios de se conhecer, se ajudar. Para os que não tem meios de buscar ajuda profissional, alguns livros de auto_ajuda são bom suporte . Mas nós trazemos a "varinha mágica" que pode ser acionada assim que raia cada manhã: Ela se chama CORAGEM E FÉ. Agir com todo empenho, fazendo o que puder naquele momento e ir avançando passo a passo, com esmero, sem julgamentos a si mesmo.Reconhecendo cada avanço, celebrando o mais simples passo na direção de seus projetos. Logo, os resultados começam a surgir.Mas nada de achar que vão deixar de surgir problemas,crises, conflitos e medos. Fazem parte da vida e cabe a nós, faze-los menos dramáticos. Tudo pode e deve ser olhado e sentido de uma forma mais amorosa e simples. 



http://www.youtube.com/watch?v=dH7EQs8cZNQ (Medrado é uma das figuras mais lúcidas que conheço)


 O autor demonstra como funcionam as emoções (tanto no cérebro quanto no comportamento) e a forma como elas afetam o dia-a-dia e as decisões. Discorre sobre a empatia e ensina também como lidar com a raiva, as paixões e a impulsividade, entre outros sentimentos que podem ser destrutivos se não utilizados em uma dose saudável.
   O livro traz a visão do comportamento humano como um leque aberto, passando pelo casamento, família, escola, empresa e comunidade. Demonstra  como tudo começa na infância e na forma como a "educação" é conduzida nos primeiros anos de vida. E também as consequências, já na fase adulta, do quanto o nosso modelo mental está calcado em um conjunto de valores antigos, distorcidos, que nem sempre são nossos e quase nunca são visitados e atualizados por nós. E o quanto isso atrapalha as nossas relações com o externo.





Pare de dar desculpas esfarrapadas para ir atrás de seus sonhos e aja.Batalhe de verdade!(Roberto Shiniashiki)

Como disse Goethe:" Seja qual for o seu sonho, comece. Ousadia tem genialidade, poder e magia".






http://www.livrariasaraiva.com.br/pesquisaweb/030104/autoajuda/livros/?ORDEMN2=E



segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Amar e ser livre é possivel?


No amor ninguém pode machucar ninguém; cada um é responsável por aquilo que sente e não podemos culpar o outro por isso... Já me senti ferida quando perdi o homem por quem me apaixonei... Hoje estou convencida de que ninguém perde ninguém, porque ninguém possui ninguém... Essa é a verdadeira experiência de ser livre: ter a coisa mais importante do mundo sem possuí-la.
Paulo Coelho


A maior prisão que podemos ter na vida é aquela quando a gente descobre que estamos sendo não aquilo que somos, mas o que o outro gostaria que fôssemos.
Geralmente quando a gente começa a viver muito em torno do que o outro gostaria que a gente fosse, é que a gente tá muito mais preocupado com o que o outro acha sobre nós, do que necessariamente nós sabemos sobre nós mesmos.
O que me seduz em Jesus é quando eu descubro que nEle havia uma capacidade imensa de olhar dentro dos olhos e fazer que aquele que era olhado reconhecer-se plenamente e olhar-se com sinceridade.
Durante muito tempo eu fiquei preocupado com o que os outros achavam ao meu respeito. Mas hoje, o que os outros acham de mim muito pouco me importa [a não ser que sejam pessoas que me amam], porque a minha salvação não depende do que os outros acham de mim, mas do que Deus sabe ao meu respeito."
Padre Fábio de Melo





Falar sobre a liberdade é uma das questões mais fascinantes da psicologia. Usamos muito essa palavra, mas temos dificuldade em conceituá-la. Todo o mundo afirma que quer ser livre, mas pouca gente sabe dizer o que quer fazer com a liberdade. 

É comum pensar que se pode agir sem impor limites à nossa vontade. Não é meu ponto de vista. Aliás, não tenho muita simpatia pela idéia de que viver bem é não abrir mão de nenhum tipo de desejo. Essa abordagem me parece ingênua e não leva em conta o fato de que, em nossa vida interior, há outras peças tão importantes quanto as do desejo.

Por exemplo: uma pessoa me agride e eu tenho vontade de revidar com toda a força e posso até desejar matá-la. Mas tenho dentro de mim um conjunto de valores morais. Se eu transgredi-los, experimentarei uma dor íntima muito desagradável, que é a culpa. Os animais em geral não sentem outra coisa senão o desejo e o medo. O homem não: tem um cérebro sofisticado que "fabrica" conceitos e padrões de comportamento que as pessoas acham muito importante respeitar. Em muitos casos, as normas estão em oposição às nossas vontades. No exemplo citado, isso fica evidente. Pelos nossos valores éticos, não temos o direito de matar outro ser humano. 

Como agir? Respeitamos a vontade ou os padrões? Acredito firmemente que devemos nos ater aos padrões. Devemos seguir nossos pontos de vista e nossas convicções. Agir sempre em concordância com a vontade é franca imaturidade, é não saber suportar frustrações e contrariedades. Evidentemente que estou me referindo às situações em que a razão está em oposição à vontade. No caso de ela não provocar nenhuma reação negativa, é lógico que devemos tentar realizá-la. 

Não se trata, portanto, de desprezar nossos desejos. Se estou com boa saúde, posso comer doces. Se for diabético, tenho de ter a capacidade de abrir mão deles. Se quero namorar uma determinada moça, nada me impede de fazê-lo, desde que eu me preocupe em não magoá-la à toa. Não acho acertado considerar mais livres as pessoas que não ligam para si mesmas e para os outros. Elas são mais irresponsáveis e até autodestrutivas. Se um homem sabe que o álcool lhe faz mal e continua bebendo, ele não é mais livre. É mais fraco.

Nos séculos passados, o ser humano vivia por normas exageradamente rígidas e alguns psicólogos acabaram concluindo que a verdadeira liberdade consistia em jogar fora essa camisa-de-força, guiando-nos a partir de nossos desejos. A idéia é boa, mas – na prática – é inviável. A vida em grupo exige que se preste atenção também aos outros. O amor e a solidariedade que sentimos naturalmente dentro de nós pedem isso. Não posso magoar as pessoas que amo sem sofrer. Nesse caso, antes de satisfazer a vontade, tenho de refletir muito, avaliando e pensando nas conseqüências.

Acredito que ainda seja adequada a definição que expressei há cerca de dez anos. Liberdade não é realizar todas as vontades. Não é ser desta ou daquela maneira. Liberdade é a sensação íntima de prazer que deriva da coerência entre o que pensamos e forma como atuamos. Sou livre se sou capaz de agir de modo coerente com o que penso. Algumas vezes respeito a vontade; outras, as normas morais. Em cada situação eu tomo decisões, válidas apenas para aquele momento. Sei dizer "sim", sei dizer "não". Tudo depende da importância do desejo e da permanente preocupação de equilibrar os meus direitos e os direitos das demais pessoas. Aceitar certos limites para as nossas vontades é sinal de maturidade, não de resignação e conformismo. É sinal de força, não de fraqueza. (Flavio Gikovate)

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Ninguém pertence a ninguém



Ciúme sempre remete à falta. O “outro” se torna o alvo de um desejo de posse, que envolve a apropriação de algo que faz falta ao ciumento. O ciumento não consegue se bastar. Ele precisa do outro, ou de outra coisa, para se completar, denunciando assim seu empobrecimento interno.
A sensação de ter sido roubado é tão intensa que o ciumento tenta de toda maneira voltar a se apropriar daquilo que julgava ser dele, de pleno direito, sem questionar se esse direito de fato existe ou não. O processo envolve um sentimento profundo de raiva e desperta surtos de agressividade, que podem ser mais ou menos intensos indo de ataques velados a ataques mais explícitos de caráter verbal ou até físico.
A carência do ciumento incomoda por envolver uma queixa continua. O carente está continuamente se queixando de sua falta. Um buraco negro que frequentemente acarreta uma voracidade (afetiva) insaciável. Isto explica por que o alvo do ciumento se sinta na maioria das vezes atormentado por um sentimento perturbador de impotência, que o leva pouco a pouco a querer se livrar definitivamente da presença incômoda do ciumento. O ciúme é portanto um sentimento que provoca a reação contrária daquilo que supostamente pretende, manifestando assim um aspecto curioso de auto-sabotagem.



O que está por trás do ciúme e da possessividade?


 Tanto na literatura, como no cinema não faltam tentativas de explorar a fundo o ciúme, esse sentimento profundo e amargo que perturba a alma humana tornando as relações de qualquer tipo difíceis e conturbadas.
O ciúme não acomete somente os amantes, mas também os irmãos, os amigos e até os vizinhos e os colegas de trabalho. Se o sentimento é perturbador para quem sente ciúme, não é menos incômodo para quem é objeto do ciúme alheio, pois a relação se torna invariavelmente perturbada, difícil, hostil e às vezes impossível.
Mas o que movimenta sentimentos tão intensos e difíceis de ser controlados, que podem até ocasionar reações violentas e imprevisíveis? Se perguntarmos à quem sente ciúmes, ele terá sempre à sua disposição uma lista de argumentos para justificar seus sentimentos. As queixas geralmente envolvem sentimentos de abandono, de postergação (ser passado para trás), de falta de cuidado, de estar sendo injustiçado. Enfim o ciumento sente que algo ou alguém que julgava ser dele de direito lhe foi roubado. Estamos falando basicamente de afetos, muito embora às vezes o ciúme envolva também objetos.


Se o sentimento é de perda, isto significa que o ciúme envolve uma sensação interna de esvaziamento. Algo que tinha sido inconscientemente “colocado” no outro ou em uma determinada situação, é roubado, fazendo com que o ciumento se sinta privado daquilo que lhe pertencia. Poderíamos comparar o ciumento a alguém que guardou um bem precioso, que julgava ser seu, no cofre. Qual será sua surpresa ao perceber que o cofre onde havia guardado seu bem precioso não lhe pertence “mais”. Na realidade nunca lhe pertenceu, mas, por um movimento inconsciente de apropriação, o ciumento tinha se apropriado do cofre alheio, julgando ser seu o que nele “depositou” projetivamente. Sofrido é perceber que não somente o cofre não era dele, mas sequer era dele aquilo que ele achou ter ali depositado.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Para tudo!



Vocês sabem o que acontece em uma aula de YOGA?

Geralmente começa com a intenção de se trazer de volta ao centro. O ponto de partida desse processo é normalmente observar a respiração e se conectar com o seu ritmo natural. Da porta para fora do estúdio ficam stress e preocupações causados pela demanda do dia-a-dia e no seu tapetinho você encontra uma calma interior. Então com essa consciência da respiração você começa a praticar alguns asanas (posturas). Existem varios estilos diferentes, mas qualquer um deles te permite explorar a pratica de Yoga, massagear os órgãos internos e glândulas, além de promover o livre fluxo de energia em todo o corpo. A pratica termina com um merecido Yoga Nidra  (relaxamento). Normalmente você vai estar em Shavasana ou Postura do Cadáver, para absorver os benefícios da pratica e relaxar. Uma aula de Yoga dura em media 1 hora, 1 hora e meia... E pode ser o ponto de partida para uma transformação pessoal, em termos de saúde, estilo de vida e realização de metas! 







Sim, estas aí na foto somos eu e minha afilhadinha,num lugar ótimo,abençoado, aqui na Chapada.  Na natureza, a prática de yoga fica ampliada,mais vibrante. O prana é melhor absorvido e o relaxamento, após os asanas, indescritivel.
Conheci o yoga após o parto da minha primeira filha. Era vizinha de uma instrutora de yoga e ela me iniciou nessa filosofia que jamais abandono. Me centra, me faz vibrar a alma, me acalma, emagrece, enobrece e eleva o crescimento espiritual, entre centenas de outros benefícios




Se você não tiver tempo ou disposição para agir conforme a ética do Yoga, tampouco terá tempo nem atitude para praticá-lo. Yama niyama são os dois primeiros passos da caminhada, condição indispensável para que a prática dê resultados concretos.
Pedro Kupfer



O fundamento do Yoga, como de toda espiritualidade autêntica, é uma ética universal. Essa prática compreende 10 grandes obrigações morais que podem ser consideradas patrimônio de todas as grandes religiões. São elas os 5 yamas e os 5 niyamas.
Yama significa controle ou domí­nio. É o pontapé inicial no caminho do Yoga. Os yamas são cinco proscriçõesahimsasatyaasteyabrahmacharya e aparigraha, aquilo que não devemos fazer, os refreamentos ou abstinências que pretendem purificar o yogi, aniquilar a subjetividade advinda do egocentrismo e prepará-lo para os estágios seguintes da prática. Desempenham o controle dos impulsos naturais, que se manifestam através dos cinco órgãos de ação (karmendriyas): braços,pernasboca, e órgãos sexuais e excretores. Essas normas de disciplina moral têm a finalidade de por freio ao poderoso instinto de sobrevivência e canalizá-lo para servir a um propósito superior, regulando as interações sociais do yogiharmonizando o relacionamento dele com os outros seres.Esse controle criativo que os yogis exercem sobre as suas energias exteriorizantes resulta num excedente energético que pode então ser posto a serviço da transformação espiritual da personalidade.Ahimsa, a não-violência, entende-se como não matar, não agredir, não ferir, nem causar nenhum tipo de dor a nenhum ser vivo. É a raiz de todas as outras normas morais.


Satya, a veracidade ou o não mentir, consiste em fazer coincidir pensamentos, palavras e ações, o que deve entender-se como evitar a falsidade em todas as suas formas.

Asteya significa não roubar, não cobiçar ou invejar bens ou conquistas de outrem. Não é apenas não roubar, mas eliminar totalmente o impulso de apoderar-se de objetos (ou ideias) alheios.

Brahmacharya, o não desvirtuamento da sexualidade (não perverter, nem degradar, exacerbar, explorar ou se submeter ao sexo)
Radha e Krishnapode interpretar-se como ser coerente em sua vida relacional e sexual. A palavra Brahmacharya é composta da raiz char, que significa mover-se, e da palavra Brahma, que significa verdade essencial. Assim, podemos entender brahmacharya como um movimento em direção ao essencial. É mais usado, geralmente, em termos de abstinência sexual. Mais especificamente,brahmacharya sugere que devemos formar relacionamentos que nos façam entender as verdades mais nobres.
Aparigraha, a não possessividade ou o não cobiçar, traduz-se em generosidade e desapego (vairagya) em relação não apenas aos bens materiais, mas também às relações afetivas. O apego (raga) nos tira da sintonia necessária para praticar. Assim, os yogis são encorajados a cultivar a simplicidade voluntária, pois o excesso de bens materiais só serve para distrair a mente, sendo a renúncia (vairagya) um aspecto essencial do estilo de vida yogiko.

Não pode ser eficaz e verdadeira a meditação de alguém que está em dí­vida com seus semelhantes, se há alguém a quem feriu, a quem enganou, a quem furtou, a quem explorou sexualmente, a quem deseja ou desejou arrebatar algo, pois as ví­timas estarão vibrando contra o pretenso meditante. À mente deste acorrerão lembranças e remorsos, que a inquietarão e frustrarão a pretensão de meditar.


Niyama, as prescrições psicofí­sicas, compreendem cinco disciplinas ouobservâncias, ou seja, aquilo que devemos fazer: sauchansantosatapas,svadhyaya e Ishvarapranidhana. Essas atitudes cumprem a função de domí­nio sobre os cinco órgãos de percepção (jñanendriyas): olhosouvidosnarizlíngua e peleShivaEsse controle dos sentidos aponta à organização da vida pessoal e interior do praticante, harmonizando o seu relacionamento com a vida em geral e com a Realidade transcendente.

Sauchan é a pureza ou purificação. A purificação externa incluialimentação vegetariana, exercí­cios de purificação orgânica (como a lavagem das vias respiratórias e dos aparelhos digestivo e excretor) e manter limpo o ambiente em que se vive. Um organismo poluí­do por hábitos impróprios, como o uso de drogas (incluindo o cigarro e o álcool) ou alimentação intoxicante, gera comportamentos e condicionamentos contraproducentes para a prática do Yoga. A purificação interna inclui a eliminação das impurezas do pensamento. As técnicas mais refinadas de purificação são tattva suddhi e chitta suddhi (antar mouna).

Santosa, o contentamento, consiste em cultivar um estado interior de permanente alegria, independentemente das circunstâncias externas, o que facilitará muito o progresso na prática. O contentamento é uma expressão darenúncia (vairagya), o sacrifí­cio voluntário das coisas que nos serão inevitavelmente arrebatadas no momento da morte. Liga-se de perto àquela atitude de indiferença que faz com que os yogis encarem com a mesma atitude um torrão de terra e uma pepita de ouro, o que permite que eles se deparem com o sucesso e o fracasso, o prazer e a dor, com a mesmaequanimidade inabalável.

Tapas é disciplinadeterminaçãoforça de vontade concentrada, esforçosobre si próprio, a sobriedade e austeridade visando a queimar os desejos egocêntricos, inferiores, instintivos e naturais, eliminando moleza, debilidade, pieguice etc.Rama abraçando Hanuman

Svadhyaya é o estudo da metafí­sica do Yoga e de si próprio; abrange não apenas o autoconhecimento, através da reflexão sobre a sabedoria das escrituras (shastras), mas também a aplicação prática desse conhecimento.

Ishvarapranidhana é a devoção, consagração, auto-entrega e submissão aIshvara (Senhor, Deus pessoal), entendido como o arquétipo do yogi, o modelo ideal a ser seguido pelo praticante. Também significa entregar incondicionalmente as ações e seus frutos a uma vontade superior à sua própria. Pode entender-se como auto-aceitação no momento presente ou, ainda, como serviço à Humanidade.



terça-feira, 10 de setembro de 2013

Quem é você?

“Eu não sou um pássaro; e nenhuma rede me prende; eu sou um ser humano livre com uma vontade independente”. (Jane Eyre).

Já disse aqui que sou uma cinéfila e uma leitora apaixonada. Dois grandes prazeres que sempre cultivei,desde a infância. O cinema, antes que a leitura. Nem sei dizer qual dos dois me dá mais prazer nem qual me provoca mais reflexão sobre a vida, eu mesma, o mundo ,os mundos. Ontem, assisti á um filme que certamente, ficará marcado e servirá como instrumento de reflexão por muito tempo ainda.  Jane Eyre. ( Inspirado na obra literária de Charlotte Brontë).
 Me identifiquei imediatamente com a personagem,  Jane.
Libertária, reflexiva e forte . Numa época em que as mulheres estavam sob completo domínio patriarcal. O filme (o livro), ambientado na Inglaterra Vitoriana, traz como pano de fundo um perfeito espelho da sociedade hedonista  da época. De uma rigidez incômoda, especialmente para as mulheres. Tradições e costumes de uma Inglaterra repressora,em pleno seculo XVIII....O filme, ( uma releitura razoável do livro), Estreou com sucesso em 2011.
O livro, publicado em 1847, traduzido em muitos idiomas desde então. Filmado e refilmado por nomes estrelados, sempre com sucesso.  Mas vamos á personagem, com a qual me identifiquei de imediato: Jane Eyre:  Ainda criança, seu senso de justiça lhe trazia graves  prejuízos . Não se continha diante de injustiças. Reagia de forma enérgica, sem prever as consequências. Uma alma livre! Orfã, criada por uma tia rancorosa , ela era repetidamente exposta á maus tratos...Até que , farta de sua pupila, a tia manda Jane para um orfanato, onde também, sofre recorrentes maus - tratos....
 A princípio pelo sistema extremamente rígido na forma como o lugar é dirigido, o que eventualmente acaba tornando-a uma jovem sensata e sóbria.
 Já adulta, os anos de restrição mostram as marcas na personalidade de Jane, antes tão apaixonada. Jane chega aos dezoito anos e, apesar de todo seu comedimento de caráter, como toda jovem, ela deseja mudanças, liberdade. Ela deseja uma liberdade além das normas de sua época. Uma visionária... Para ela, a liberdade é algo tão vital quanto sua respiração. Tem uma cena do filme, que mostra uma professora batendo com uma vara numa colega de Jane (mais que colega, a única amiga): Jane diz: "Se ela bater em mim assim, quebro essa vara no nariz dela!"  (Mais libertária, impossivel).

As verdadeiras qualidades de Jane não estão em sua aparência, mas em sua personalidade. Empatia, resiliência, perspicácia e retidão de caráter são algumas dessas qualidades. Há um aspecto muito pessoal no solilóquio da protagonista. Ela se dirige á nós de uma forma tal que é quase impossível não haver identificações.





descr
Jane é transparente em suas emoções. Quem suportar seu penetrante olhar, não ficará imune  ás mensagens que sua alma nobre grita. Sua força está na sua opção pela liberdade pessoal e bom caratismo. Nobilíssima, incorruptível alma! Raros seres, tão ricamente  descritos pela genialidade de Charlotte Brontë.

Sim, há um romance na história, mas não é esse, definitivamente, o objetivo essencial da obra.. Antigamente escritoras mulheres, as feministas, precisavam criar um contexto romântico em suas obras para poder revelar, nas entrelinhas, sua verdadeira premissa. “Jane Eyre” é um romance feminista.

Jane Eyre

é a jornada de uma jovem mulher aprendendo a equilibrar paixão e razão em sua vida madura.  O excesso de razão a faz buscar sua própria identidade longe do homem que amava. Jane já lutava com suas duas fortes naturezas desde a infância, Razão e paixão.   

http://filmeshunter.com/drama/jane-eyre/ .Assista! Comente.

Estou aqui, terminando esta resenha, ouvindo um clássico, que me ajuda a refletir, a relaxar, a praticar Yoga, a contemplar.
Vou te oferecer o link. Quem sabe, também o apreciará?

http://www.youtube.com/watch?v=8ptfyhBjXj8
Beijos, até breve

domingo, 8 de setembro de 2013

Autoajuda ajuda?


Poesia: A melhor autoajuda 
Calma, esperançoso leitor, iludida leitora, não fiquem bravos comigo, mas ler autoajuda geralmente só é bom para os escritores de autoajuda.
Porque não existe receita para ser feliz ou dar certo na vida.
Sabe por quê?
Porque apenas você sabe o que é bom e serve para você. O que funciona pra um nem sempre funciona para o outro.
Os únicos livros de autoajuda que dá para se respeitar, e são úteis mesmo, são aqueles que ensinam novas receitas de bolo, como consertar objetos quebrados em casa ou como operar um computador.
Ou seja, lidar com as coisas concretas, reais, exige um conhecimento também real, tim-tim por tim-tim, item por item.


Com gente é diferente.
Gente não vem com manual de instruções quando nasce. Nem pra viver nem pra morrer.
E se você precisa de conforto ou de conselhos, existem caminhos bem fáceis e boa parte deles de graça: igrejas, templos, botecos ou…amigos, parentes, lembrou?
Se alguém anda necessitado de regras, palavras de ordem e comandos enérgicos sobre o que fazer, melhor entrar para o exército.
Mas se você não quer deixar ninguém mandar em você, tenha coragem e encare-se de frente.
Não adianta fugir de seus medos, suas dores, suas fragilidades, suas tristezas.
Elas sempre correm juntinho, coladas em você.
Tentar ser perfeito, fazer o máximo, transformar-se em outro, dói mais ainda.
Colar um sorriso no rosto enquanto chora por dentro é para palhaço de circo.
Portanto entregue-se, seja apenas um ser humano cheio de dúvidas e certezas, alegrias e aflições.
Você é um ser humano, queira ou não. Não apenas um  transador ou um  trabalhador. Então, aproveite e use algo que, isso sim, com certeza, é igual em todos nós:
A capacidade de imaginar, de voar, se entregar.
Se nem Freud te explica, tente a poesia.


 A poesia vai resolver teus problemas existenciais?
Provavelmente não.
A poesia às vezes é como aquele bordão do Chacrinha, não veio pra explicar, mas pra confundir.
Quando acerta é por acaso, como na vida.
Ficar confuso é o normal, relaxe e aproveite.
Você não precisa ajeitar o casamento. Precisa é amar.
Você não precisa ser super na cama. Precisa é gozar.
Você não precisa de um super salário. Precisa é gostar do trabalho.
Selecionei alguns trechos de poemas que provavelmente falam das respostas que você anda procurando em livros de autoajuda.
Tomara que ajudem.

O próprio pai da psicanálise, Sigmund Freud, depois de passar a vida debruçado sobre os mistérios do sexo, os grilos na cuca, os gritos do corpo, os sussurros da alma, admitiu que onde quer que ele fosse ou olhasse um poeta já havia passado por ali.

O sábio Mário Quintana já dizia que um bom poema é aquele que nos dá a impressão que está lendo a gente…e não a gente à ele.
Estão todos na livraria, biblioteca ou página da internet mais próxima.

Você nunca mais estará tão sozinha a ponto de achar que precisa de um livro de autoajuda para mostrar o caminho das pedras.
A maior riqueza do homem
é a sua incompletude.
Nesse ponto sou abastado.
Palavras que me aceitam como sou - eu não aceito.

Não agüento ser apenas um sujeito que abre portas,
que puxa válvulas, que olha o relógio,
que compra pão às 6 horas da tarde,
que vai lá fora, que aponta lápis,
que vê a uva etc. etc.

Perdoai
Mas eu preciso ser Outros.
Eu penso renovar o homem usando borboletas.
Manoel de Barros




Auto-Piedade: 
Amar, amei. Não sei se fui amado,
pois declarei amor a quem odiara
e a quem amei jamais mostrei a cara,
de medo de me ver posto de lado.
Se serve de consolo, seja assim:
Amor nunca se esquece, é que nem prece.
Tomara, pois, que alguém reze por mim…
(Glauco Mattoso – ”Confessional”)



“(…) E, aquele
Que não morou nunca em seus próprios abismos
Nem andou em promiscuidade com os seus fantasmas
Não foi marcado. Não será exposto
Às fraquezas, ao desalento, ao amor, ao poema.”
Manoel de Barros



segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Você é livre?

Hoje, ainda pouco, durante o banho, me flagrei sorrindo sozinha. E esse gesto traz impressões múltiplas. Aprendi, com as dores que a vida traz, a sorrir apesar de: Apesar de ainda não ter satisfeito todos os meus desejos. Eles são Tantos....Os "apesar de "  e cada um de nós, constrói os seus. (Esta é uma questão particular). (A busca daquilo que acreditamos que nos fará felizes)...
No entanto, hoje sorri por estar constatando o quanto estou radiante e me sentindo mais bonita, mais segura, mais livre do que nunca! A liberdade! Tão temida por tantos e ansiada por mim, toda uma vida. Desejei-a muito e sempre caía nas armadilhas trazidas pelo legado atávico de gerações que foram se amoldando á formas de pensar e agir, impostas pelo domínio machista. Séculos de escravidão e que ainda persiste, dentro de cada um que me lê agora. Duvida disso? Pois bem. Caminhemos. A liberdade, ou ausência de servidão, implica responsabilidade, determinação e autonomia na sua mais pura acepção. Autonomia requer coragem. Para romper padrões, posicionar-se contra quaisquer domínios.  E o mundo(ah, o mundo)..Exige de nós, firmeza de caráter e beleza estereotipada.Cruel,  escravizante.quantas mulheres nem percebem porque precisam malhar tanto e tentar seguir um padrão de beleza vendido pela industria da moda e violentam-se todo o tempo Esquecendo-se sempre que precisamos, muito além dos rótulos,construir uma boa auto-estima e um caráter irretocável!Ter bom-caráter.Esta é uma das chaves para que nos respeitem de verdade.Exigir respeito á nossa preciosa individualidade....  Outra!


 À essa altura, você deve estar se perguntando: E para que mesmo preciso ser livre assim? Já sou livre! Não estou presa(o) Conquistei o direito ao voto, ao prazer, (aos prazeres), a me realizar profissionalmente ou não...E tantas formas de liberdade a que temos direito hoje. Todavia, me refiro á liberdade em oposição á servidão humana mais profunda. Aquela que não aceita nenhuma forma de peia, de amarra, de julgamento. A liberdade de ir e vir, mesmo que seja descalça ali na esquina.   Dizer não a tudo aquilo que te violenta de alguma forma. Desde a mais sutil á mais dura e difícil de exprimir. Ser esta pessoa livre que sou hoje me custou caro, meus queridos. Mas, garanto-lhes: Valeu cada cara pro lado, cada mágoa e lágrima que dedicaram a mim. Sinto muito por aqueles a quem magoei, em nome da minha valiosa liberdade de ser: EU MESMA. Como é saboroso dizer e fazer o que a minha alma pede! Mas nem sempre foi assim. Estive nos porões da servidão, também. Já fiz sexo com marido sem vontade, só para deixá-lo feliz e porque me ensinaram que assim, não ficaria
sozinha. ME SENTIA PROFUNDAMENTE USADA, ESVAZIADA DE VALOR. Então, aos poucos, sem luz para guiar, fui tateando nesse terreno íngreme e escuro, que é a estrada da libertação.
Esse assunto,(como trilhei esse caminho até aqui, á vitoria), é para outra conversa.
Beijos e até a próxima

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Mulher aos 50. As delícias da maturidade (Por Normélia Borges)

 As delícias da maturidade ou a senhora liberdade!


Aos 50 anos, ou na casa dos 50 anos (já atingi os 52), minhas costas e ombros estão mais largos, já carregaram muito peso e, agora, absorvo as pancadas que a vida dá (e a vida não dá trégua) com mais facilidade, com mais flexibilidade, com mais jogo de cintura.
Já não corro atrás do tempo, fatigante corrida. Aprendi a usufruí-lo, a consumi-lo gota a gota. De vez em quando, claro, ele ainda me dá umas rasteiras, me envolvo em alguma correria, ando afobada, mas, em breve, com um pouco mais de tempo, quem dará rasteira nele serei eu.
Embates, brigas, desentendimentos, discórdias, “disse que disse”, aprendi a evitá-los. Evitar, não fugir. E, se forem inevitáveis, encará-los com paciência, essa jóia rara, essa pérola, que só o tempo nos dá em sua plenitude.  
E, como são mais livres as pessoas não belicosas!
E, como são mais livres as pessoas pacientes!
E, como são mais livres as pessoas que aprenderam a respeitar mais o Outro!
E, como são mais livres as pessoas que aprenderam a ouvir mais o Outro!
Há um pensamento do escritor, dramaturgo e filósofo francês Jean Paul Sartre que diz que “O Inferno são os Outros”. Ele se referia ao fato de que nós jogamos sobre o Outro toda (ou quase toda) responsabilidade pelos nossos sofrimentos, pela nossa história, pelo que nos acontece de bom e de ruim (principalmente o ruim). Com esse pensamento (ou na oposição a ele) Sartre quis mostrar que nós, cada um em si, é, de fato, o responsável pela sua própria história e vida, com todas as alegrias e tristezas que ela carrega. Se há um Inferno, nós mesmos somos ele.
Cabe observar que o filósofo francês não nega a importância e influência do Outro e dos Contextos (cultural, econômico, físico, geográfico, estrutural etc.) em nossas vidas, mas ele “não permite” que utilizemos isso como muleta, como desculpas para as nossas histórias de vida. Quando investigamos, peneiramos, frigimos os ovos vemos que somos nós mesmos os responsáveis por nós.
Quando li sobre isso aos meus 20 e poucos anos (descrito acima numa versão muito resumida) pensei ter entendido. Entendi, intelectualmente, mas sou vim entendê-lo completamente, internamente, integralmente, à beira dos meus 50 anos.
Viva essa liberdade já senhora, viva essa Senhora Liberdade.
Normélia Borges